quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Operação do Gaeco cumpre 74 mandados de prisão em SC contra golpe do seguro

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público (MP) de Joinville colocou em ação nesta quinta-feira a operação Corte Seguro, que visava terminar com um esquema de fraude contra seguradoras de veículos. O grupo agia no conhecido golpe do seguro. Somente em Santa Catarina, estão sendo cumpridos 74 mandados de prisão preventiva. Outros 72 ocorrem no Rio de Janeiro e quatro no Paraná. Os agentes também cumprem 110 mandados de busca e apreensão, sendo 100 deles em cidades catarinenses.

A investigação começou há um ano, com apoio das polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal e Secretaria Estadual da Fazenda. Os mandados estão sendo cumpridos em 19 cidades de SC: Joinville, Garuva, Araquari, Barra Velha, Guaramirim, São Bento do Sul, Blumenau, Gaspar, Camboriú, São José, Palhoça, Biguaçu, Santo Amaro da Imperatriz, Tijucas, Chapecó, Pinhalzinho, São Miguel do Oeste, Imbituba e Cocal do Sul.

Segundo o Gaeco, o golpe iniciava com um grupo de aliciadores do Rio de Janeiro, que contatava proprietários de veículos segurados naquele Estado, ou seus intermediários, e adquiria os veículos, que eram transportados para Santa Catarina. Aqui no Estado, explica o MP, os veículos eram repassados para receptadores representantes de estabelecimentos comerciais, a fim de que fossem desmontados, tivessem seus sinais identificadores adulterados e as suas peças fossem clandestinamente inseridas no mercado.

De acordo com o Gaeco, após a chegada dos veículos em Santa Catarina, seus proprietários, objetivando o recebimento do seguro, faziam falsas comunicações de roubo em seu Estado, confeccionando boletins de ocorrência fraudados.

O MP de Joinville afirma que o grupo era formado por aliciadores, proprietários de veículos e seus representantes, transportadores, empresários e auxiliares do segmento de autopeças. Eles devem responder pelos crimes de integração de organização criminosa, falsa comunicação de crime, furto, roubo, estelionato, receptação qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Cuidado, estamos respirando a morte!

Viver no presente momento é administrar o perigo.


Paiva Netto

Atualmente, em vastas regiões da Terra, o simples ato de respirar corresponde à abreviação da vida. Sofrimentos de origem pulmonar e alérgica crescem em progressão geométrica. Hospitais e consultórios de especialistas vivem lotados com as vítimas das mais diferentes impurezas.

Abeirar-se do escapamento de um veículo é suicídio, tal a adulteração de combustível vigente por aí. Isso sem citar os motores desregulados...

Cidades assassinadas
Quando você se aproxima, por estrada, via aérea ou marítima, de grandes centros populacionais do mundo, logo avista paisagem sitiada por oceano de gases nocivos. 

Crianças e idosos moram lá... Merecem respeito. 

No entanto, de maneira implacável, sua saúde vai sendo minada. A começar pela psíquica, porquanto as mentes humanas vêm padecendo toda espécie de pressões. Por isso, pouco adiantará cercar-se de muros cada vez mais altos, se de antemão a ameaça estiver dentro de casa, atingindo o corpo e a psicologia do ser.

Em cidades praieiras, a despeito do mar, o envenenamento atmosférico avança, sem referência à contaminação das águas e das areias... O que surpreende é constituírem, muitas delas, metrópoles altamente politizadas, e só de algum tempo para cá seus habitantes na verdade despertarem para tão terrível risco.

Despoluir qualquer área urbana ou rural deveria fazer parte do programa corajoso do político que realmente a amasse. Não se pode esperar que isso apenas ocorra quando se torna assunto lucrativo. Ora, nada mais proveitoso do que cuidar do cidadão, o Capital de Deus. 

As questões são múltiplas, mas esta é gravíssima: estamos respirando a morte. Encontramo-nos diante de um tipo de progresso que, ao mesmo tempo, espalha ruína. A nossa própria.

Comprova-se a precisão urgente de ampliar em largo espectro a consciência ecológica do povo, antes que a queda de sua qualidade de vida seja irreversível. Este tem sido o desafio enfrentado por vários idealistas pragmáticos.

Entretanto, por vezes, a ganância revela-se maior que a razão. O descuido no preparo de certas comunidades, para que não esterilizem o solo, mostra-se superior ao instinto de sobrevivência. (...)

A poluição que chega antes
A infinidade de poluições que vêm prejudicando a vida de cada um deriva da falência moral que, de uma forma ou de outra, inferniza a todos.

Viver no presente momento é administrar o perigo. Mas ainda há tempo de acolhermos a asserção de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944): "É preciso construir estradas entre os homens".

Realmente, porque cada vez menos nos estamos encontrando nos caminhos da existência como irmãos. Longe da Fraternidade, não desfrutaremos a Paz.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.