quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Vigilância Epidemiológica registra casos suspeitos de dengue em mais dois bairros de Itajaí

Os bairros São João e Cordeiros registraram nesta semana casos suspeitos de dengue em Itajaí — até então todos os casos tinham ocorrido no São Vicente. O dado, conforme a diretora de Vigilância Epidemiológica, Rachel Marchetti, mostra que a doença está se alastrando. Ao todo são 10 novos pacientes sendo investigados — os sete casos anteriores foram descartados.
A cidade já registrou cinco casos confirmados de dengue no bairro São Vicente e um sexto, no Cidade Nova, está em análise para saber se foi contraído no município.
Rachel afirma que o surto da doença em Itajaí não está controlado, prova disso é que há dificuldade em contabilizar o número de focos existentes. A diretora acredita que os casos suspeitos estão aparecendo porque a comunidade está em alerta e procurando atendimento médico.
— Acho que não caiu a ficha, as pessoas não estão entendendo o que a gente está dizendo. Quando há infestação é difícil voltar atrás, vamos ter que conviver com isso por um tempo. Pedimos que as pessoas olhem o seu quintal e retirem tudo que possa guardar água — explica.
Para conter os focos de mosquito, a prefeitura orienta que os moradores não acumulem água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos, lixeiras, entre outros. Também é necessário redobrar os cuidados com as bromélias, que podem armazenar as larvas do mosquito Aedes Aegypti.

Ameaça de tombamento provoca lentidão na BR-101 entre Balneário Camboriú e Itajaí

Uma ameaça de tombamento de carreta na BR-101 provocou filas e lentidão de mais de 10 quilômetros entre Balneário Camboriú e Itajaí. O acidente com o veículo ocorreu por volta das 7h30 quando a carga de tubos de concreto pendeu em uma curva no Km 124,5, em Itajaí.
Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a carreta ficou parada em uma das pistas até ser feito o alinhamento da carga. Com a interdição da pista, no sentidoJoinville, o trânsito ficou lento desde o Km 124 até o Km 137, pouco antes do tunel do Morro do Boi em Balneário Camboriú.

Desarmar os corações

Paiva Netto

A mídia está repleta das tristezas que se deram a partir de 7 de janeiro corrente, na França. Milhões e milhões de almas se comovem, nos lares e nas ruas! Muitas são as tentativas de caminhos novos que aplaquem todas essas dores.

Relendo o meu livro “Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade”, lançado em 8 de novembro de 2014, achei alguns modestos apontamentos, os quais gostaria de apresentar a vocês, que me honram com a leitura.

Por infelicidade, os povos ainda não regularam suas lentes para enxergar que a verdadeira harmonia começa no íntimo esclarecido de cada criatura, pelo conhecimento espiritual, pela generosidade e pela justiça. Consoante costumo afirmar, e outras vezes comentarei, eles geram fartura. A tranquilidade que o Pai Celeste — visto, de lado a lado, sem extremismos e reconhecido como inspirador da Fraternidade Ecumênica — tem a oferecer, em nada se assemelha às frustradas tratativas e ineficazes acordos registrados no mundo. O engenheiro e abolicionista brasileiro André Rebouças (1838-1898) traduziu em metáfora a inércia das perspectivas exclusivamente humanas:

— “(...) A paz armada está para a guerra como as moléstias crônicas para as moléstias agudas; como uma febre renitente para um tifo. Todas essas moléstias aniquilam e matam as nações; é só uma questão de tempo”.

Vivenciar a Paz desarmada, a partir da fraternal instrução de todas as nações, é medida inadiável para a sobrevivência dos povos. Mas, para isso, é preciso, primeiro, desarmar os corações, conservando o bom senso, conforme destaquei aos jovens de todas as idades que me ouviam em Jundiaí/SP, Brasil, em setembro de 1983 (...).

No dia em que o indivíduo, reeducado sabiamente, não tiver mais ódio bastante para disparar artefatos mortíferos, mentais e físicos, estes perderão todo o seu terrível significado, toda a sua má razão de ser. E não mais serão produzidos.

É necessário cessar os rancores que insistem em escurecer os corações humanos: desarmar, com uma força maior que o ódio, a ira que dispara as armas. E essa energia poderosa é o Amor — não o ainda incipiente amor dos homens —, mas o Amor de Deus, de que todos nós nos precisamos alimentar. Temos, nas nossas mãos, a mais potente ferramenta do mundo. Essa, sim, é que vai arruinar com todos os tipos de guerras, que, de início, nascem na Alma, quando enferma, do ser vivente. Os povos discutem o problema da violência no rádio, na televisão, na imprensa ou na internet e ficam cada vez mais perplexos por não descobrir a solução para erradicá-la, apesar de tantas e brilhantes teses. Em geral, procuram-na longe e por caminhos intrincados. Ela, porém, não se encontra distante; está pertinho, dentro de nós: Deus!

— “(...) o Reino de Deus está dentro de vós”. Jesus (Lucas, 17:21).

E devemos sempre repetir que o Pai Celestial é Amor! Não o amor banalizado, mas a Força que move os Universos. Lamentavelmente, a maioria esmagadora dos chamados poderosos da Terra ainda não acredita bem nesse fato e tenta em vão desqualificá-lo. Entretanto, “o próximo e último Armagedom mudará a mentalidade das nações e dos seus governantes”, afiançava Alziro Zarur (1914-1979).

Sobrepujar os obstáculos
Zarur dizia, “na verdade, quem ama a Deus ama ao próximo, seja qual for sua religião, ou irreligião”.

Para encerramento deste pequeno artigo, recordo uma meditação minha que coloquei no livro “Reflexões da Alma” (2003): O coração torna-se mais propenso a ouvir quando o Amor é o fundamento do diálogo.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.