sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Presos serram grades e fogem da penitenciária da Canhanduba

Sete detentos fugiram da Penitenciária da Canhanduba, em Itajaí, por volta das 22h de quinta-feira. Os presos serraram as grades das janelas da cela, saltaram de uma altura de seis metros e fugiram pelos fundos da unidade, que fica na zona rural. Esta é a primeira vez que a penitenciária registra uma fuga desse tipo.
_ Precisamos analisar quem falhou, no que erramos _ diz Leandro Lima, secretário adjunto de Justiça e Cidadania.
Entre os foragidos estão Alexandre da Silva Vaz, Dhones Cruz Santos, Ederson Dias, Guiliano George Alves Garcete, Marlon Luciano Cabral e Rodrigo Veiga. Ricardo Fernando Soares dos Santos Salomão foi recapturado por volta das 2h da manhã, escondido num veículo em que estavam duas mulheres e uma criança.
Salomão fraturou a perna ao saltar da cela, que fica no segundo andar. Ferido ainda pelos arames que cercam a prisão, ele entrou em uma casa do bairro, disse que havia deixado a prisão e pediu para usar o telefone. Assim, comunicou-se com o resgate.
O detento foi hospitalizado e terá que passar por uma cirurgia.
Investigação
Uma equipe de corregedores do Departamento Estadual de Administração Prisional (Deap) virá a Itajaí nesta sexta-feira à tarde para apurar o caso. Todos os agentes prisionais e funcionários terceireirizados que estavam de plantão durante a fuga vão prestar depoimento.
Construída para ser modelo no Estado, a penitenciária da Canhanduba, que integra o Complexo Prisional, tem esquema rigoroso de segurança. Visitantes só entram uniformizados e depois de passarem por detectores de metais manuais e em portal _ além de estarem sujeitos à revista íntima.
Entre as celas e o lado de fora da prisão não há apenas uma, mas diversas grades que separam cada setor. Além disso, há cancela com guarita no lado de fora. 
O Deap quer saber, agora, como a serra entrou na unidade.

Trabalhador morre soterrado em Blumenau

Um funcionário de uma empresa terceirada da prefeitura de Blumenau morreu na manhã desta quinta-feira após um soterramento na região do Fidélis. O homem de 45 anos fazia a drenagem do local por volta das 10h, momento em que o buraco onde ele trabalhava desbarrancou. Segundo o Corpo de Bombeiros, o local tinha dois metros de profundidade. 

A suspeita inicial é de que o trabalhador teve lesão nos órgãos vitais e hemorragia interna, já que o corpo estava apenas parcialmente coberto pelo barro. Quando os Bombeiros chegaram no local ele já estava sem vida. Informações preliminares indicam que houve uma falha nos procedimentos de segurança, o que será investigado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP).

Essa é a segunda vez em pouco mais de um mês que um trabalhador morre soterrado durante alguma obra na cidade. Em 24 de agosto, um homem de 42 anos faleceu na Rua Sargento Jones Arthur Senabio, próximo à Fritz Spernau, na Fortaleza, durante o serviço em um prédio.